Planalto alerta que pode elevar mais déficit sem reforma da Previdência

17/08/2017

A área política do governo trabalha para vincular a mudança na meta fiscal de 2017 e 2018 à aprovação da reforma da Previdência Social, apurou o repórter Guilherme Mazui, do G1.

Corre no Palácio do Planalto o discurso de que, sem as mudanças nas regras de aposentadorias e pensões, será preciso, logo adiante, aumentar mais uma vez a previsão de rombo nas contas públicas, ou recorrer à nova elevação de tributos.

Nesta terça (15), o governo anunciou que irá propor ao Congresso Nacional a elevação para R$ 159 bilhões do teto para rombo fiscal em 2017 e 2018. A meta atual é de rombo de R$ 139 bilhões neste ano e de R$ 129 bilhões em 2018.

Durante as negociações, chegou-se a especular a meta com um rombo de até R$ 170 bilhões, porém, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Henrique Meirelles (Fazenda) trataram de negar essa possibilidade. Os dois têm cooperado na articulação para evitar a proposta de déficit maior.

Pelo discurso costurado no Planalto, o governo “opta” por um rombo menor nas contas públicas. Contudo, se o Congresso não aprovar a reforma da Previdência, será preciso propor mais uma revisão de meta ou apelar para alta de impostos.

FONTE: PORTAL G1 – por Matheus Leitão